Casamento da Darlise

Casamento da Darlise

GENTE É O MELHOR PRESENTE DA VIDA...

Um dos casamentos onde mais me emocionei foi o da Darlise e do Henrique. Foi inesperado e tocante. Eles foram ao cartório para oficializar uma união consolidada e, na hora da troca das alianças, desprovidos do rito religioso eles, trocaram as juras falando do coração. Era visível toda a emoção. Durante o “sim”, a noiva tremia feito vara verde sendo amparada pela mão da avó e do marido. As minhas lágrimas insistiram participar com derradeira emoção. Só faltou o sino da São Francisco começar a tocar embora, estivesse replicando na minha alma.

Como eu gosto da Darlise! Do irmão Gustavo e da caçula, Juliana. A constatação deste amor enche o meu coração. São os sobrinhos que a vida me deu assim meio que da noite para o dia.

Gosto de saber desta generosidade. A vida sempre me presenteou com amigos maravilhosos, pessoas amadas. Darlise é destas pessoas que aparecem na vida da gente como quem não quer nada e, de repente, por causa de um “tia” bem dito, cheio de dengo de sobrinha - que nunca tive- me arrebatou em cheio.

Gosto muito dela porque é uma legítima guerreira que vai superando os obstáculos da vida com muita propriedade. Uma pessoa encantadoramente forte que já se sabe capaz de sobreviver às duras provas que a vida impõe. Isto é o bom dos guerreiros. Meu coração grita para ela: Vai ser feliz pela vida afora com muita saúde e paz com a linda família que você criou e eu estou aqui clicando o teu sonho realizando... Lindo. Foi um dos casamentos mais legítimos que fotografei.

E por falar em gente querida que a vida me deu, neste final de semana fui ao Chá de Bebê do Matheus Raphael, primeiro filho da menina Ellen, a amiga de infância dos meus filhos, Pedro e Lucas, dando continuidade aos ciclos das gerações.

Como sempre acontece quando a Éllen e o Christian chegam de Brasília - para visitar vovó Rosângela, da Sambaqui, e vô Odir - a casa vizinha se enche de sons alegres e deliciosos aromas. O ambiente fica inegavelmente festivo. Sei que a Éllen chegou e ouço a mãe dizer que no dia seguinte faria uma moqueca. Olhei para a minha panela de barro e pensei no assunto. O meu huuummm deve ter pulado o muro e indiscreto espiou pela janela.

Durante o chá Igualmente a emoção e a reflexão se fizeram presente. Impossível não pensar o quanto o tempo está rápido. Vendo a ex-criançada tendo filho me faz perceber o quanto estou velha. Aliás, idosa, um título que curto assumir, uma vez que estou chegando nesse idade com indisfarçável orgulho. A vida está sendo um imenso aprendizado e agora eu vou para a minha Terceira Chance da Vida. Vou com muita fé... Sabendo que as batalhas daqui prá frente dependem também da boa saúde. Ponto.

Senhor meu Deus daí-me o juízo e o bom senso para cuidar de mim e agüentar o bom combate porque preciso deixar brilhar a Sua luz em mim ainda para esta geração”. Amém. Vamoquivamo!

 

 

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